Poemas inéditos de Prisca Agustoni

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Fotografia de Lara Toledo

Prisca Agustoni nasceu em Lugano (Suíça italiana) em 1975, e viveu vários anos em Genebra. Mora no Brasil, em Juiz de Fora, desde 2002. Transita entre vários idiomas, traduzindo textos literários e produzindo seus próprios textos em italiano, português e francês. Publicou livros na Suíça, em Portugal, na Itália e no Brasil. Sua mais recente publicação é Poesia scelta (2000-2012), editada em Bolonha (Itália) pela Editora Ladolfi. Os poemas a seguir fazem parte do livro Casa dos ossos, que sairá no próximo ano pela Sans Chapeau.

1.

essa escrita que diz e preenche
o vazio das noites em que muitas estrelas
e diversas línguas não traduzem
o que importa o que realmente importa
para que o estômago não arda mais
e coisas e novas palavras encontrem
em seu ossário razão e paz

.

2.

sou cinderela que quebra
o pacto mas quando quer voltar
enfim descalça
o cetro encantado cega
e entrelaça as sendas, assim
eu paro perdida abro os olhos
no meio do caminho da vida

.

3.

dentro da noite,
pouco antes do presságio,
abrir a porta
definitiva
da floração corporal:

despidos de nós
celebramos por horas
nossa túmida tragédia

.

4.

: quebrou-se o feitiço
como varinha mágica
que gira no ar sem rumo,
rompida a cortiça do sorriso:
o amor um laço que aperta
e asfixia algo que não
se sabe o que é

.

5.

a casa hospeda sombras
atrás das varandas
onde plantas e flores descobrem
cruéis brotos de candor,
enquanto no porão
sílabas de vidro
sugam a luz que virá:

tantas e tantas portas
e nenhuma chave

.

Esc #22 – Os ritmos do corpo e do espírito

Uma aproximação à música de Cheikn Lô

CheikhLo-QA-Interview

por Prisca Agustoni*

É com grande felicidade que, no sofrido e demorado percurso de reconhecimento recíproco e de trocas simbólicas entre o continente africano e o continente americano, decorrente de séculos de colonização e escravidão, assistimos ao surgimento de figuras como o músico, filho de senegaleses, porém nascido em Burkina Faso, Cheikh N’Digël Lô, mais conhecido como Cheikh Lô. Um músico que – por ter crescido em uma comunidade culturalmente híbrida e dominando vários idiomas, entre os quais o wolof, o bambara e o francês –, incorpora na sua atividade criativa um vasto painel de influências e de ritmos. Um músico que, por fim, faz do trânsito entre as diferentes culturas que o habitam (musicalmente e geneticamente) desde a infância – ou que ele adquiriu ao longo dos anos – uma maneira de multiplicar os olhares sobre aquilo que ele considera o cerne da sua vida: a essencial interação entre a fé, a vida e a música.

Essa interação se torna evidente ao repararmos no trabalho de pesquisa estética elaborado pelo artista, cuja marca fundamental presente na sua música é a de uma convergência de ritmos e influências plurais a serviço de uma mensagem de profundo cunho espiritual, e aqui entendo a mensagem não apenas na sua acepção mais comum, como “letra” – eu não entendo o bambara ou o wolof, o que não me impediu de perceber o desprender-se de um canto e de uma atmosfera atravessados pela fé.

A fina tessitura entre musicalidades como o souk zairense, o m’balax senegalês, o afro-beat do nigeriano Fela Kuti, a música bambara tradicional do Mali, e ritmos como o flamenco, o reggae, o soul, a guajira cubana e, mais recentemente, a “harmonia da percussão brasileira”[1], faz dos trabalhos de Cheikh Lô um originalíssimo palimpsesto em que múltiplos referentes e signos culturais se sobrepõem, representações em que o ser africano ou afro-descendente implica muito mais na marca registrada no espírito de uma população que sofreu e resistiu, do que nas marcas visíveis na pele. Isto está registrado na homenagem que o músico presta ao seu continente, no último CD Lamp Fall: “O tema do álbum é a África, minha África. Trata-se de um apelo contra a guerra e a pobreza. Mas também em favor do amor, da religião e da espiritualidade”.

Lamp Fall - 2005

Lamp Fall – 2005

Outros elementos presentes na música de Cheikh Lô, que dizem respeito a um espaço simbólico de imaginação e de representação, possibilitam a existência de uma zona “cosmopolita” e fronteiriça que põe em diálogo signos contemporâneos originados em contextos que mantêm ligações com o manancial rítmico do continente africano, o seu embrião, embora tenham se tornado realidades independentes e totalmente “outras”, capazes de interferir nesse rico manancial africano e de constituírem uma fonte de inspiração “às avessas”. É o caso do son cubano, que está na raiz do Bolero Zairense, ritmo que Cheikh identifica como um dos mais importantes na sua formação de músico: “escutava todo tipo de música e em particular o Bolero Zairense, que encontra suas raízes no Son Cubano. A música cubana estava em alta na África ocidental durante os anos cinqüenta, quando meus irmãos maiores começaram a dançar com as namoradas na música de El Pancho Bravo, e eu podia mimar exatamente as letras em espanhol, mas não podia lhe dizer o que significavam”[2].

O caminho que leva esse músico senegalês que idolatra o flautista cubano Ricardo Egües, fundador da Orquestra Aragón, a fazer hoje uma música que integra pitadas de swing à James Brown e a aproximar matrizes africanas tradicionais com ousados arranjos funky, sem nunca perder a marca característica de profunda espiritualidade que atravessa toda sua musica, aliada a mensagens vinculadas ao contexto social africano, tem trilhas próprias, demoradas, silenciosas, trilhas que o levaram a transcorrer períodos no Mali, no Senegal, onde reside atualmente, em Paris, em Londres, em Cuba e, mais recentemente, em Salvador da Bahia, para gravar, junto com os percussionistas do Ilê Aiyê, segmentos do seu álbum mais recente, Lamp Fall. Álbum este que – após a estréia espetacular de Cheikh Lô em 1995 com Né la thiass (produzido por Youssou N’Dour) – em minha opinião, a obra-prima do músico – e após a esperada confirmação internacional obtida em 1999 com Bambay Gueej, apresenta a calma e a maturidade de um artista que chega ao ápice de uma carreira fiel aos seus princípios, capaz de investigar e de se surpreender com outros universos sonoros, se encantar com eles e, o que é fundamental, degluti-los e devolvê-los, disfarçados, no interior da sua música, revelando uma atitude estética muito cara a Oswald de Andrade.

Bombay Gueej - 1999

Bombay Gueej – 1999

O álbum Lamp Fall apresenta uma pluralidade de ritmos que se entrelaçam à maneira das roupas em patchwork que o próprio músico veste, ou dos dreadlocks que contornam seu rosto, como símbolos da fé que ele professa na fraternidade religiosa islâmica Baye Fall. Desta maneira, o ritmo passa a ser considerado como um circuito comunicativo camaleônico, um solo fértil e compartilhado por todos aqueles que nele fazem transitar signos da diáspora negra. Da mesma forma, se a letra continua profundamente vinculada a problemáticas “locais” e a serviço da comunidade – como a fome, a guerra, a religião -, os arranjos, inesperados, tornam-se instrumentos de ruptura, nos quais é possível gravar novos códigos, novos deslocamentos, não relacionados unicamente ao universo simbólico da origem.

Esses deslocamentos provocam zonas de estranhamento e de encantamento, e formam aquilo que o teórico cubano Benítez-Rojo chamou, no que tange à literatura diaspórica, de “máquina especializada para produzir bifurcações e paradoxos” (1998, p.38), esplendorosos paradoxos, acrescento eu, de polirritmia. De fato, parece-me evidente que a polirritmia presente nos álbuns de Cheikh Lô representa a ponte que da África nos traz à América, passando de raspão pela Europa, e permite – por causa desse trânsito – que a África freqüente e se sinta finalmente à vontade em países como Brasil e Cuba.

A música de Cheikh Lô nos prova, uma vez mais, que a África é aquele patchwork de identidades e temporalidades sobrepostas, que fazem da raiz “afro” um elemento extremamente escorregadio – como qualquer conceito que diz respeito à identidade – por ser detentor de muitos rostos e ritmos, tanto nos próprios países africanos, como na sociedade de um Brasil que, mais do que nunca, está à procura da(s) sua(s) identidade(s) provisória(s).

Cheikn Lô

Cheikn Lô

[1] Ver no encarte do mais recente CD, “Lamp Fall”, A World Circuit Production, 2005.

[2] Ver no encarte do CD Bambay Gueej, World Circuit, 1999. A tradução é nossa.

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https://i0.wp.com/www.cronopios.com.br/site/images/iex/junho2011/prisca1.jpg*Prisca Agustoni
 nasceu em Lugano, na Suíça italiana, onde cresceu. Morou em Genebra por muitos anos, para cursar a Faculdade de Letras e Filosofia. Na cidade de Calvino fez teatro, se abriu para o mundo, publicou seus primeiros textos e fincou raízes. Outras raizes ela transplantou para o Brasil, em Juiz de Fora, onde mora desde 2002. Aqui ela trabalha como tradutora, além de se dedicar à escrita poética e narrativa.

– Confira as outras Escolioses de Novembro:

Uma edição. Um colaborador. Um livro.

Sua universidade está de greve? Sim? Então esse é seu post! Nossos colaboradores de maio prepararam 7 motivos pra tirar você da frente do pc, e nós explicamos porquê. Abaixo você poderá ler sete indicações de livros, seguidas de um link que o direcionará para o melhor preço deste pela internet. Nada de ficar assistindo o facebook ou jogando Song Pop. Bora ler!

1. Reinaldo Ramos indica “Elza, a Garota”, de Sérgio Rodrigues. ”O livro resgata um episódio trágico na história do partido comunista brasileiro: o assassinato da garota Elza Fernandes na década de 30 após um confuso processo de justiçamento seguido do fracasso da intentona de 1935. O autor conduz uma interessante trama investigativa que mistura realidade e ficção, tendo como liame uma narrativa romanceada que se apóia sobre a figura de Molina, um jornalista quarentão em crise profissional e com uma namorada 20 anos mais jovem, às voltas com a missão de reescrever as memórias do crime a partir de uma série de entrevistas com Xerxes, um misterioso ex-militante de esquerda, não sabendo se está diante do último zelador de segredos valiosíssimos ou de apenas um velho sarcástico brincando com seu voluntarismo ingênuo. Mistura de documentário do History Channel com minissérie da HBO, “Elza, a Garota” é uma leitura para ser degustada com curiosidade histórica, mas com alguma dose despretensão literária.”

2. Prisca Agustoni está lendo e indica o ensaio biográfico de Louis Begley, “O mundo prodigioso que tenho na cabeça: Franz Kafka”. “Trata-se de uma forma interessante de entrar no universo fascinante e obscuro da obra de Kafka – um dos primeiros escritores que li com avidez e fascínio – através de trechos de cartas que cotejam fatos históricos e biográficos relativos ao autor e seu contexto. Isso permite reconstruir em parte o painel que foi a complexa vida interior desse gênio das letras de língua alemã.”

3. Paula Vasconcelos indica ”1922 – a semana que não terminou, de Marcos Augusto Gonçalves. “Uma aula de história diferente. É inquestionável as consequências desta semana até hoje e o livro nos aproxima das histórias de Mario, Lobato, Estado, Anita, Oswald, e Pirralho, com suas dificuldade, relações, conflitos. Uma narrativa crítica, que mescla jornalismo com história, e traz a tona mitos, crenças e verdades na reconstituição de cada passo deste grande evento. Com imagens das exposições, folhetos, páginas de jornal e fotografias da época, Marcos Antônio Gonçalves ilustra toda a história contada.

4. Frederico Spada indica “A recusa”, de Prisca Agustoni*. “A poesia de Prisca alia a densidade do chumbo à delicadeza da seda. É minimalista, mas não efêmera: ecoa. Inscreve fundo sua letra, sua lavra, afinal “não sai-se indene/ da obsessão alheia”. Em “A recusa”, os corpos são feitos reféns, e o desejo partilha a dissonância, cultiva o indecente silêncio “antes que as palavras/ se tornem apenas palavras”. Os olhos se deixam levar, há sombras, e a “noite se exila além das pálpebras”. A mão espalmada na capa não repele, mas oferta: “minha oferenda/ é a recusa”, escreve a autora. A recusa, aqui, é a posteriori.

5. Mayara Peixoto indica ”Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand. “É uma peça de teatro francesa, de 1897. Não sei nada técnico sobre ela; sei que ela já foi amplamente interpretada – inclusive no Brasil -, e adaptada para o cinema. É uma leitura deliciosa, fácil, boa para descansar a mente e as emoções. O enredo é simples: desencontros amorosos. Fórmula universal retratada com muito bom humor, e com a dose de drama de que muitas pessoas gostam. Os poetas – e aspirantes – vão se identificar com o protagonista, que dá nome à peça. Acho genial, ainda que simples – altamente recomendável.”

6. Cristina DeSouza está relendo e indica “A Redoma de Vidro”, de Sylvia Plath. “Poesia visceral, profunda, e a flor da pele, de uma das minhas autoras favoritas.”

7. Bruna Maria indica ”Cartas de um escritor solitário, de Sam Savage. “Sam, através da compilação da “mais trágica história de Andrew Whittaker – seus escritos coligidos, finais e absolutamente completos” narra, através de cartas do personagem principal aos seus inquilinos, amantes, mãe, ex-mulher, amigos, colaboradores literários etc, a trajetória cômico-deprimente do arrogante escritor e editor Whittaker. Através do conteúdo das cartas enviadas, vamos, pouco a pouco, concebendo a estória desse personagem que se assume a todo tempo como autor e editor da revista literária “Sabonete”, mas cuja obra completa se resume apenas às cartas corriqueiras e simplórias apresentadas no livro. As cartas apresentam Andrew, na verdade, como um escritor fracassado e levemente patético, com uma vida pessoal confusa e desinteressante, que crê em seu potencial genial e que, na posição de editor de uma revista de literatura, se vê com o poder de julgar o trabalho de iniciantes, de afetos e de desafetos. O livro tem um início enfadonho, mas, depois, atinge um ritmo interessante, com trechos risíveis – técnica de Savage para demonstrar o ridículo de Andrew Whittaker? Pode ser. Para responder a esta pergunta, deixo a indicação de leitura.”

Juiz de Fora – História Lírica

Colaborador dessa edição, o poeta Frederico Spada, colheu cinco depoimentos de personalidades juizforanas, resultando em um documentário que abarca um panorama da cena poética de Juiz de Fora desde os anos 70 até os dias de hoje. Foram entrevistados os poetas Gilvan Procópio Ribeiro, Fernando Fiorese, Edimilson Pereira de Almeida, Prisca Agustoni (também colaboradora dessa edição) e Anderson Pires, que figurou nas páginas de nosso zine em abril, e cita nosso trabalho em sua fala, conforme você confere abaixo:

Os demais vídeos vocês podem (e devem) conferir clicando aqui, além de um vídeo extra, apenas com os poetas recitando suas poesias.

Coisa linda!

Um Conto – Edição de Maio

Sinceramente, não temos nem o que introduzir sobre os responsáveis pela nossa oitava edição. Desde autores publicados e premiados, até iniciantes promissores. Nos resta apenas desejar que apreciem essa pequena (e notável!) porção de literatura. E nunca se esqueçam: as edições antigas estão sempre disponíveis para leitura e download aqui.

BRUNA MARIA (conto)

Bruna Maria escreve. Possui algumas publicações na internet (Germina Literatura, O Viés, Macondo Literatura) e impressas (coletânea “Crônico!”, editora Multifoco; e “Escritos de Amor”, Casa do Novo Autor editora). Formada em Letras (UERJ) e mestre em Literatura Portuguesa (UERJ), tem um romance inédito escrito com o apoio da Fundação Biblioteca Nacional. Atualmente, se aventura em uma nova graduação acadêmica à noite e, de dia, dá aulas de inglês. Quando pode, volta a escrever. Publica seus escritos aqui.

FREDERICO SPADA (poema)

Frederico Spada Silva (1982) é natural de Belo Horizonte, mas vive em Juiz de Fora desde 1990. É Mestre em Estudos Literários pela UFJF e autor de Arqueologias do olhar (Funalfa, 2011).

MAYARA PEIXOTO (poema)

Mayara Peixoto é graduanda em Letras na UFJF, está no 5º período, frustrada com a greve. Ama literatura, línguas estrangeiras, literatura, música, esmaltes, literatura. Um dia irá para Portugal andar pelas ruas em que Fernando Pessoa andava.

PRISCA AGUSTONI (poema)

Prisca Agustoni nasceu em Lugano, na Suíça italiana, onde cresceu. Morou em Genebra por muitos anos, para cursar a Faculdade de Letras e Filosofia. Na cidade de Calvino fez teatro, se abriu para o mundo, publicou seus primeiros textos e fincou raízes. Outras raizes ela transplantou para o Brasil, em Juiz de Fora, onde mora desde 2002. Aqui ela trabalha como tradutora, além de se dedicar à escrita poética e narrativa.

CRISTINA DESOUZA (poema)

Cristina DeSouza é médica radicada nos Estados Unidos, onde é aprendiz de poeta. Escreve também contos e crônicas. Já teve trabalhos seus publicados na Revista Macondo, na Revista Capitu e no Projeto Palavra-Porrada. Participou de uma antologia de contos e crônicas, com a crônica INSETO,  publicada pela Editora Scortecci em 2003. Em 2011 publicou seu primeiro livro de poesia, entitulado “Uns Poucos Versos”. Atualmente, mantém seu blog, o mix-tura.

REINALDO RAMOS (poema)

Reinaldo Ramos nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1978. É professor de Filosofia no ensino médio da rede pública estadual, tem inteligência mediana, pertence à classe média suburbana e é, seguramente, alguém bem pior que você. Da linhagem materna vem o gosto pela atividade docente – apesar de achar as escolas invariavelmente lugares horríveis. Já estudou Cinema, fez mestrado em Bioquímica Médica e foi premiado em um concurso nacional promovido pela Academia Brasileira de Letras em parceria com o Jornal “Folha dirigida” com uma redação sobre os cem anos da morte de Machado de Assis. Participou da coletânea do projeto “Realengo – Poetas pedem paz”, publicada na revista Germina e teve textos publicados no blog Plástico Bolha e no caderno Megazine do jornal O Globo. Em 2011 publicou seu primeiro livro de poesia, “Livro de Mentira” (prefácio de Jorge Tufic e contracapa de Gregório Duvivier) e foi finalista do Prêmio SESC-DF de literatura nas categorias poesia e conto (publicações previstas para o segundo semestre deste ano).

PAULA VASCONCELOS (desenho)

Paula Vasconcelos estuda Arquitetura na Universidade Federal de Juiz de Fora. Também já estudou (um pouco) artes e é superficialmente (por ter estudado pouco) apaixonada por todo tipo de arte que conhece. Já se atreveu a escrever, a fotografar, a pintar e a projetar, mas se sente mais segura nas áreas de desenho e fotografia. Publica diversas de suas fotos em seu perfil no facebook e aqui. Escreve no blog Arquinistas junto com um grupo de colegas de sua sala para divulgar (inform)ações, eventos, e congregar interessados. Não publica seus desenhos, prefere guardá-los para mostrar nas horas certas.