A leitura entre destroços

Coleção de ruínas, de Frederico Spada Silva, é uma obra que se sustenta

Otávio Campos

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Holland House Library after an air raid, 1940. (Fotógrafo desconhecido)

Em uma das poucas críticas de Distância que veio ao público, Tiago Rattes compara, talvez ingenuamente, meu livro a uma estante de referências – me lembro da fotografia de um disco na publicação impressa, por isso, não sei, acho que ele escreveu qualquer coisa sobre os poemas como canções. A imagem da estante, entretanto, me ficou de alguma forma, a ponto de não abandoná-la mais ao ler poesia: e não seria esse livro, como qualquer outro livro, uma estante de referências? Sim, todos são. Alguns tentam esconder a ideia, não sei se de forma consciente, outros exploram essa fratura ao limite, como T. S. Eliot, por exemplo, em “The Waste Land” – um poema quase fechado ao público. Existe, contudo, um terceiro grupo, se assim posso chamar, que transita entre lá e cá: um poema que se esconde entre estantes, mas de bibliotecas públicas, abertas, arejadas e levemente movimentadas. Ultimamente, tenho me deparado com milhares de livros que se encaixam na terceira vertente, a maioria deles, obviamente, não consegue se sustentar e cai nos clichês habituais. Outros enganam, mostram o clichê, e exploram o clichê ao revés do senso comum, em uma atitude quase kitsch, mas o kitsch abduzido pelo silêncio e a sobriedade da biblioteca.

Coleção de ruínas, de Frederico Spada Silva, é um desses livros que conseguem se sustentar. A biblioteca, aqui, está fragmentada, tomada,­ destruída, como na fotografia “Holland House Library after an air raid, 1940”, que compunha a capa de sua primeira impressão, uma edição hors commerce, em 30 exemplares numerados, que foram distribuídos dentro de um pequeno circuito no meio desse ano. Nas ruínas das estantes de livros folheia-se o esquecimento “entre dois muros / de meio-couro”, em nove poemas, a maioria destes diminutos. O sintetismo do poeta, como se percebe no poema de abertura, “Arquivo” (Colecionava miudezas, / pequeno e íntimo / museu de fragmentos / coletados ao acaso – / como a própria vida.), é marcado desde seu primeiro livro, Arqueologias do olhar (Funalfa, 2011), mas, enquanto lá há uma certa preocupação com os “desmazelos da palavra”, no limite Manoel de Barros da poesia, a Coleção de ruínas acerta no minimalismo cru, quase simetricamente construído, apesar dos versos livres.

Da biblioteca destruída recolhem-se cacos de referências, como as seis fotografias que compõe a seção “Geografia do abandono”. Em uma rápida busca ao Google com o título dos poemas, encontram-se os referidos locais: um teatro, um palácio, uma casa, um farol, abandonados, tomados, destruídos, como as ruínas da biblioteca. Não se perde na leitura dos poemas sem o conhecimento das fotografias, são experiências distintas; mas um olhar atento à imagem antes ou depois expande, explode, extrapola a imagem do poema, propiciando com tamanha exatidão o dito “salto mortal” da leitura de poesia, de acordo com Octavio Paz. Abaixo, um exemplo desta leitura:

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Um convite a atravessar as ruínas da língua, em poemas que, antes de pretenderem-se agir diretamente sobre o real, ser descrição de lugares marcados na fotografia, ganham mais como exercício do símbolo. Na epígrafe, como uma chave, denuncia-se o caminho: “Atravessar a língua, / esta grande fratura / exige silêncio e mapas”[i]. Como se percebe, a leitura silenciosa é a que mais colabora para a fruição do livro. Uma leitura entre destroços. Coleção de ruínas, sem dúvidas, é um trabalho que consegue se equilibrar entre os clichês de bibliotecas, lugares marcados, minimalismos forçados. Não se procura mais a calma, como Frederico parecia fazer no primeiro livro, mas incita-se a desordem, através de fragmentos que buscam a construção de uma voz (“(…) magna mater / de todas as palavras”) nunca encontrada.

A plaquette está sendo agora reeditada pelas Edições Macondo, e é o segundo volume da coleção Cadernos de ausências (nunca houve junção de títulos mais adequada). No corpo do texto utilizou-se uma tipografia próxima à da primeira edição, imitando uma máquina de escrever antiga – o que auxilia ainda mais a experiência de leitura.

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Apesar de já circular por um tempo no meio digital, espera-se que, com essa reedição, a obra consiga agora encontrar outros públicos, sem o perigo de cair no esquecimento prematuro (uma biblioteca abandonada) que tanto afeta as últimas publicações em poesia.

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[i] A epígrafe é do próprio autor, publicada sob o título “Tradução” em: http://www.germinaliteratura.com.br/2012/frederico_spada_silva.htm

Um Conto | Edição 20

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carta encontrada num sebo de estrada. se é que existem, os sebos de estrada.

prefiro observá-los, daqui, ao invés de ler o que escrevem: há tanto poema na nesga de sol que toca os óculos daquele homem, no rodar o anel daquela, nos sete degraus que seguram o chão dos pés d’um outro ali. daqui detrás das estantes desse sebo – e do alto das minhas olheiras, faço silêncio: foram tantos os que partiram esse mês. não é abril, nem fevereiro, muito menos agosto o mais cruel dos meses, como ouço falarem: é que acontece, às vezes, partir. eu mesmo, toda noite, parto. mas antes observo Ernesto no seu jardim de sombras. elas giram, em círculos, as sombras. daqui jogo pedras que somem na queda, silenciosamente. não rebatem na grama, no rio ou no chão: do momento onde não mais me pertencem, são breu. não percebo e não quero perceber os limites entre meu corpo e a pedra, que, de propósito, deixo cair (e não ouço, nunca, o baque). não leio, como disse, nem escrevo: porém anoto o que mais escuto e vejo. ter vem sendo uma palavra muito maior do que ser. e ser, sem repetições diárias, tem sido difícil. quando imagino que dos meus sapatos reverberam círculos feito pedra caída no lago (sem baque), tento respirar o máximo que posso antes que o ar termine quando o círculo imaginário tocar os limites da cidade, do país e dessa pedra flutuante que chamamos terra. feito Lino, o peixe de Patrícia, treinando respiração dentro d’água, eu vivo. no limite do verbo e o que dele, no fim, sobra, procuro a presença. mesmo que sintética, apertada como um torniquete úmido de sangue; mesmo que resumida, assisto. assisto a esse filme procurando por ela, a vida, ou por uma nesga, um baque surdo. daqui não escrevo, não leio. daqui recuo. e observo o que escrevem (principalmente quando não o fazem).

Danilo Lovisi

Paris, 20 de Agosto de 2014

*

Participaram da Um Conto – Revista de Literatura, n.20, Agosto de 2014, Danilo Lovisi, Laura Assis e Otávio Campos, no Conselho Editorial. Com poemas de Ernesto von Artixzffski, Bruna Werneck, Luca Argel, Patrícia Lino e Paulo Henriques Britto. Conto de Daniela Lima e ilustrações de Marianna Arcuri. As fotografias, na versão digital, são de Ana Clara Nunes Roberti. A revisão e arte final (versão física) são de Anelise Freitas.

Para ler a versão digital da revista, clique na imagem da capa abaixo. Para baixar o arquivo em .pdf, clique aqui.

A versão física será distribuída em breve e atualizaremos com o endereço dos locais onde estará disponível.

capa2

ECO: Quatro poetas, quatro poemas

02

Boa noite, contistas. Não sei se todos sabem, mas acontece nessa sexta-feira, 12 de julho, o aniversário do Eco Performances Poéticas. Para comemorar essa data tão importante para a poesia contemporânea, convidamos quatro poetas para lançarem seus últimos livros conosco e, é claro, recitar suas poesias. Para entrar na vibe, trazemos para vocês um poema de cada. Boa leitura.

Alice Sant’Anna:

ausência

tenho te escrito com calma
cartas em um caderno azul
arranco da espiral e não posto
por preguiça ou nem morta
tenho medo da espera
durante dias ou semanas um animal horrível
(espécie de raposa) vai me perseguir
por dentro, ou serei eu mesma
(um rato?) a me roer
enquanto a resposta não chegar
perco muito tempo tentando
dar nomes aos bichos
que sobem a cortina do quarto

(Alice Sant’Anna nasceu no Rio de Janeiro no dia 24 de maio de 1988. Publicou seu primeiro livro de poemas Dobradura (7Letras) em 2008 e participou da Antologia Digital Enter de Heloisa Buarque de Hollanda. Estará lançando Rabo de Baleia, livro selecionado pelo Programa Petrobras Cultural )

Lucas Viriato:

la ascensorista

la primera vez que vi a teresa
fue hoy por la mañana cuando
bajé en el ascensor

cuando vi a teresa otra vez
fue hoy por la tarde cuando
subí en el ascensor

no vi nada la vez tercera
bajé por la escalera

(Lucas Viriato edita, desde 2006, o jornal literário “Plástico Bolha”, que já publicou centenas de autores. Em 2007, estreou com Memórias Indianas, livro sobre sua viagem para a Índia. Retorno ao Oriente, que deu continuidade ao projeto poético, foi lançado em 2008. Contos de Mary Blaigdfield, a mulher que não queria falar sobre o Kentucky – e outras histórias foi sua estreia na prosa em 2010.  Em 2012, realizou o projeto Curtos e Curtíssimos, com seus principais micropoemas. Estará lançando Muestras)

Mariano Marovatto:

MULHERES FEIAS SOBRE PATINS

As delícias podem ser:
coxinhas
pães de queijo
empanadas de camarão
rissoles de queijo e presunto
pastéis de carne
pastéis de festa
brigadeiros
bem casados e olhos de sogra
Empadas: com 30 minutos.
Você também pode solicitar descartáveis.

(Mariano Marovatto é bacharel e doutor em literatura pela PUC-Rio. Com Os Sete Novos lançou seu primeiro livro O primeiro vôo em 2006 pela 7Letras e em 2008 Amoramérica, livro escrito a sete mãos. Possui também alguns compactos como Amália & outros erros de contas (2003), China 1924 (2003) e O sonho de Diana Valentina & Caledônia Cage (2007). Além de escrever e ler, Mariano é cantor e é compositor e faz shows com sua banda A Maravilha Contemporânea. Estará lançando Mulheres Feias Sobre Patins)

Otávio Campos:

distância

seus eternos
são fantasmas
que ecoam
nas gravuras
em branco e preto

não plastifico, congelo,
fotografo
não conto, exponho,
registro
-sinto

na fração de segundo
em que a eternidade
me atravessa e per-
passa até o outro
ponto do peito
-sou

e o que desespera
pouco é
o correr do tempo
mas
a distância
que existe
entre o nosso
para sempre

(Otávio Campos é granduando em Letras, com ênfase em literatura, pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Desde 2011 edita o zine literário Um Conto. Pesquisa a dissolução do eu-lírico na poesia de Francisco Alvim. É um dos organizadores do Eco Performance Poética. Estará lançando Distância)

Com exceção de Marovatto, todos os poetas já publicaram conosco. Duvida? Só clicar nas “labels” aí abaixo que você encontrará a edição.

Esperamos vocês lá.

Esc #25: A presença na ausência

escnão é
a falta
nem
a existência

é a
presença
na
ausência.

Larissa Andrioli – “Negação”

Uma das coisas que sempre me chamou mais atenção na ficção literária, sem dúvida, foi a constituição dos personagens. Mais do que a própria trama em si, eles são o que há de mais intrigante e fascinante na literatura. Como agem, como são descritos, se têm nome ou não, como eles se mantêm (ou não) dentro de seu universo particular criado, como interagem entre si, etc. Por outro lado, este interesse está profundamente ligado ao que eu penso do trabalho do autor. Ou seja, ver como o escritor pensa e age para criar os mais inusitados tipos de personas e se elas funcionam bem ou não dentro da história ou da trama. Ultimamente, venho me interessando mais profundamente por um tipo nada usual: a personagem ausente.

Se eu me referir aqui sobre um Nick Carraway poucos devem se lembrar do livro em que ele aparece e é protagonista. Porém, se eu disser sobre Gatsby, tenho certeza que todos vão saber que estou dizendo sobre o romance O grande Gatsby, mesmo sendo o narrador e um dos protagonistas o tal Nick Carraway. Tudo bem que isso se deve ao fato de Gatsby já aparecer logo no título do romance, demonstrando sua importância dentro do mesmo. Mas, se formos pensar, é Nick quem está consco desde o primeiro momento. São as ações dele que são descritas, aparecendo Gatsby apenas já decorrido mais de um terço do livro. Me refiro à presença física, pois as primeiras palavras do narrador já mencionam Gatsby – por isso o personagem é tão importante. O que temos é a construção da personagem ausente, uma boa sacada do Fitzgerald para criar o clima de tensão e suspense em torno do personagem título do livro.

O que constitui, afinal, o personagem ausente? Carol Bensimon elencou essas seis categorias:

a) A personagem ausente é constantemente referida pelas outras personagens.

b) A personagem ausente pode ser evocada através de objetos, como fotografias.

c) A personagem ausente é parte da história, mas não da trama.

d) A personagem ausente não está em cenas, mas está em sumários.

e) A personagem ausente não age, mas sua ausência motiva os outros personagens a agirem.

f) A personagem ausente, portanto, faz parte do conflito da narrativa.

Pensando nisso, e levando ao extremo a ausência-parcial produzida por Fitzgerald, a autora construiu Antônia, protagonista de Sinuca embaixo d’água, morta em um acidente de carro e, portanto, ausente durante toda a trama. O irmão Camilo, o amigo Bernardo o dono do bar frequentado pela jovem, Polaco, são os principais responsáveis por manter Antônia presente durante toda a trama. Sua morte e a maneira como as pessoas ao seu redor lidam com ela é o que move o conflito da trama.

A ausência da personagem não leva, como se pode pensar, ao esvaziamento de sentido das relações. Há durante toda a trama uma produção de sentido dentre tal ausência que resulta em uma produção de presença. O movimento de retirada da personagem e a percepção disso pelos outros, configura o deslocamento de um objeto que, por ser percebido e causar a ausência, é colocado na posição de matéria (ou seja, resulta em presença). O mesmo efeito pode-se notar com a personagem Jingle Jangle do livro/filme/movimento Os famosos e os duendes da morte, de Ismael Caneppele e Esmir Filho. Os personagens vivem tentando se equilibrar no mundo após a morte da protagonista. A não aceitação desse fato e a procura do sentido são as responsáveis pela bela frase (clichê do filme): “Estar perto não é físico”. E a produção de presença atinge um limite que ultrapassa o livro ou o filme, mas chega até nós, seja pelo flickr ou pelo canal do youtube de Jingle Jangle.

Jingle Jangle, a personagem ausente de Os famosos e os duendes da morte

Jingle Jangle, a personagem ausente de Os famosos e os duendes da morte

O que move a constituição dessas tramas não é, portanto, uma presença, mas o sentimento da falta. As personagens, mesmo ausentes, continuam ali, porque fazem parte não da trama, mas da história. E aí vem a parte mais interessante: como fazer com que os outros personagens sejam responsáveis por construir este protagonista? Aí entra meu fascínio, o escritor se coloca num jogo em que deve dividir a autoria de um personagem a outros criados por ele mesmo. Desse modo, a personagem ausente, nada mais é do que um personagem, dentro da própria narrativa. Quase um personagem dentro do personagem. Confiamos não nele, mas nos papéis que deixou para trás, nas fotografias em que ele aparece, no livro que ele sublinhou e na presença que ele tem sobre os outros personagens.

É perceptível que esse meu fascínio não é assim tão simples e vai muito além da passividade de observar um personagem moldando o outro. Nós, leitores, entramos nesse jogo, tomando parte da falta e construindo, também, essa presença na ausência. 

Livros que você precisa ler em 2013

livros que precisa ler

O ano mal começou e o mercado editorial já chega com algumas promessas. A Companhia das Letras já anunciou que esse será o ano das narrativas ficcionais brasileiras, prometendo fechar 2013 com um número de, mais ou menos, 16 romances produzidos em terras tupiniquins. A Intrínseca também prepara seu primeiro lançamento neste circuito e a Cosac Naify tem planos de aumentar sua frequência de romances brasileiros. Com todas essas notícias, nós selecionamos alguns dos prometidos que, com certeza, figurarão nas nossas listas de livros lidos em 2013. São eles:

Divórcio, de Ricardo Lísias. Será lançado pela Alfaguara, ainda sem data prevista. É promessa por conta, é claro, das polêmicas da Granta e da capacidade que conhecemos do autor de O céu dos suicidas.

Edifício Midori Filho, de Andrea del Fuego. Cara, ela escreveu Os Malaquias e teve cinco grandes editoras no pé dela e recusou oferta de quatro para publicar o novo romance com a Companhia das Letras. É de se esperar menos?

Rabo de Baleia, de Alice Sant’Anna. Bem, a Alice a gente já conhece, né? Pelo título do livro, acreditamos que essa lindeza que foi publicada na nossa edição de aniversário (quadro 3, e você pode ver aqui) estará presente nesse novo número da coleção de poesia da Cosac Naify. (E ainda podemos tirar onda que publicamos primeiro)

Desde que eu te amo sempre, de Cecilia Giannetti. Mais um da coleção “Amores Expressos” da Companhia das Letras. Segundo a autora em uma conversa recente que tivemos, o livro já está pronto há um bom tempo e estava tendo problemas para ser publicado. Mas parece que desse ano não passa e, enfim, conheceremos o sucessor de Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi. Ah, a gente ainda teve a oportunidade de ouvir a autora lendo um trecho do romance e, sim, é bom.

O novo livro do Chico Buarque. Esse aí não precisa falar nada. Não tem título ainda e a Companhia não sabe se o autor/compositor/deus vai entregar o romance esse ano. Mas mantemos os dedos cruzados e esperamos fechar 2013 com algo, se possível (é possível?), melhor que Leite derramado.

Nossa parceira, Laura Assis, produtora editorial da Aquela Editora, em uma conversa informal (via Facebook), contou pra gente quais são seus livros mais aguardados desse ano:

Faíscas, de Carol Bensimon (Companhia das Letras)

Digam a Satã que o recado foi entendido, de Daniel Pellizzari (Companhia das Letras)

A tristeza extraordinária do leopardo-das-neves, de Joca Reiners Terron (Companhia das Letras)

Distância, de Otávio Campos (Aquela Editora) – aí a gente aproveita e faz aquela propaganda do autor e da editora que, é claro, não podia faltar.

Trovadores elétricos, de Anderson Pires (Aquela Editora) – este último já está com lançamento previsto para o dia 9 de março e o booktrailer você confere agora:

Bom, nosso objetivo agora é ter, durante o ano todos esse livros em mãos e compartilhar com nossos leitores aquelas famosas resenhas, de muito bom gosto e com técnicas super apuradas. Tá esperando algum livro e ele não está aqui? Deixe nos comentários.

Um Conto 15 – Literatura para o fim do mundo

BANNER VIRTUAL

E se o mundo acabasse hoje? Imagine só quantos projetos deixaríamos de concretizar, quantos livros ficariam pra sempre na estante sem aquela leitura futura (que a gente sempre agenda). Pensando nisso, fizemos uma edição “especial” com aqueles textos que você precisa ler antes do mundo acabar. E é claro que nossa revista, nada temática, não selecionou poesias com temas apocalípticos ou com paisagens de um mundo devastado. Os quadros que compõe a Um Conto 15 não anunciam o fim, mas trazem a mais recente produção contemporânea de poetas que estão só começando.

Os selecionados para comporem o quadro de poetas do fim do mundo foram André Capilé, Luiz Coelho, Leonardo Chioda, Daniela Delias e Gabriel Resende Santos. A ilustração da capa e do Quadro II ficou por conta do sempre parceiro Fernando Braida. E o conto que dá corpo a essa edição é do nosso editor Otávio Campos que, depois de mais de um ano, volta a publicar na revista.

E se o mundo acabar amanhã? E se o mundo acabar mês que vem? Não importa, estamos preparados. E, para que vocês também estejam, aí vai nossa edição virtual, para ser lida no conforto do computador (é só clicar na imagem abaixo). Mas, se você é daqueles que quer ter no bolso a Um Conto, como amuleto da sorte, é só procurar a edição física na livraria A Terceira Margem, em Juiz de Fora, ou entrar em contato conosco.

Bom fim do mundo para vocês.

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