Um Conto Indica: Dom La Nena

dom et le soleil
Um Conto Indica (ou UCI, para os íntimos) finalmente voltou e trazemos pra vocês, nossos leitores imaginários, uma moça ainda não muito conhecida aqui no Brasil, mas que vem recebendo comentários mui buenos em outros países. Dom La Nena é violoncelista, é compositora, é brasileira e é de Porto Alegre, mas tem em sua formação pessoal e artística vivências em tantos outros países que suas identificações de origem geográfica e cultural são, de fato, mutáveis.

E esse desapego geográfico aparece na canção “No meu país”, do seu disco de estreia, Ela, já lançado na Europa e EUA mas não ainda por aqui (está previsto para julho). “Não venho daqui, não venho de lá/ Não venho de nenhum lugar”, sussurra Dom nos nossos ouvidos, acompanhada de simples acordes de piano, violão e, claro, cello. A letra (bem simples) e o clipe, (também simples, e que você verá logo aqui abaixo) juntos, formam uma espécie de cartão postal saudoso, descrevendo que “no meu país/ se é feliz” e que “os homens são de qualquer cor”. Esse cartão, enviado para um amigo que ficou na Europa, mesmo que super romântico, é sincero.

Sinceridade esta que, em entrevista ao Jornal Zero Hora, Dominique reconhece: “Minha música também termina sendo uma mistura de todos esses países e gêneros musicais juntos, por isso também é difícil para mim catalogá-la em música “world”, “brasileira” ou “folk”. Penso que a principal qualidade do disco é que ele é sincero, sem ser fake, sem tentar imitar”, – conclui.

http://www.domlanena.com/

Mixtape de Agosto

Nossa clássica mixtape já está no ar, com as sugestões dos colaboradores de agosto. Pra abrir a sessão musical do mês, selecionamos um poema fresquinho do Diego Grando, sendo declamado pelo Alexandre Kumpinski (vocalista da banda Apanhador Só), seguida dos gritos de Gal Costa (na juventude Índia) em “Relance”.”I Call It Love”, de Emilie Simon, vem mantendo o groove com todo um clima apaixonado e setentista, abrindo espaço para a voz gostosa de Itamar Assunção  em “Custa Nada Tentar”. Glady Nights & The Pips Nicolas Jaar chegam para dar aquela aliviada, com um som instrumental / transcedental. E já que é pra matar, tem também Mercedes Sosa, prenunciando o gran finale, com a bruta flor do querer de Caetano Veloso. Os (corações) fortes sobreviverão!

A festa está pronta. É só dar o play.