Um Conto – Um Ano [Outubro]

Há um ano nascia um dos projetos literários mais interessantes dos últimos tempos (cof cof). Para comemorar essa data tão importante, convidamos seis colaboradores de peso para integrarem essa edição mais que especial, a de número treze. Confira abaixo quem são eles.

ALEXANDRE FARIA

Alexandre Faria é poeta e professor de literatura. Autor de Anacrônicas (7Letras, 2005) e Lágrima palhaça (Aquela, 2012), e editor do site www.textototerritorio.pro.br

ANNA MANCINI

Anna Mancini já desenhou bonequinhos de palito, projetos arquitetônicos, anúncios de jornal e hoje é ilustradora freelancer. Trabalha com aquarela, nanquim, lápis de cor e computação gráfica. Estuda Comunicação Social na UFJF e, além do desenho, é apaixonada por fotografia, jornalismo e ciência. Publica seus desenhos aqui e fotografias aqui.

ALICE SANT’ANNA

Alice Sant’Anna nasceu em 1988, no Rio. Em 2008, lançou seu primeiro livro de poesia, Dobradura (7 Letras). No mês passado, lançou, em parceria com Armando Freitas Filho, a plaquete Pingue-Pongue, numa edição limitada, numerada e assinada.

 ANDRÉ MONTEIRO

André Monteiro é homo lattes e homo ludens. Com a máscara do primeiro é proletário da cognição: doutor e pós-doutor em Estudos da Literatura pela PUC-Rio, professor de literatura da Universidade Federal de Juiz de Fora (FALE/Dep. de Letras). Publicou os livros A ruptura do escorpião – Torquato Neto e o mito de marginalidade e Ossos do Ócio. Como homo ludens, busca criar e se deixar criar por afetos alegres. Na corda bamba, entre acasos e constelações, as duas máscaras, simultaneamente, lhe caem muito bem.

EDIMILSON DE ALMEIDA PEREIRA

Edimilson de Almeida Pereira, poeta, ensaísta, professor da Faculdade de Letras da UFJF, nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1963. Publicou, dentre outros, os livros Homeless (poesia, 2010) e Malungos na escola: questões sobre culturas afrodescendentes e educação (ensaio, 2007).

MARCOS VISNADI

Marcos Visnadi tem 27 anos e mora em São Paulo, onde trabalha como revisor de textos. Escreveu o livro de contos Atlas, ainda não impresso, mas disponível para leitura. Participa do coletivo editorial Chão da Feira e mantém um blog pessoal.
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O VÍDEO:
Além dessa gente linda, convidamos também os antigos colaboradores para participarem da nossa comemoração de Um Ano. Alguns atenderam nosso pedido e enviaram vídeos recitando os poemas/contos que foram publicados durante esses doze meses. O resultado você confere abaixo:

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Editorial #6

Março de 2012: início de período e volta da nossa banquinha na Faculdade de Letras. Agora ficou mais fácil de você conseguir sua edição da Um Conto, e esse mês ela tá mais que especial. Apesar de não termos parado em nenhum momento, é como se estivéssemos voltando de férias agora. Mais uma vez, colaborações de todos os cantos do país encheram nossa caixa de e-mails e tivemos que passar tardes inteiras lendo e selecionando materiais compatíveis com a edição do mês.

Juiz de Fora está duplamente (bem) representada neste sexto número da revista. Pra começar, temos a capa e o Quadro II assinados pelo artista plástico Luiz Gonzaga, que, além de trabalhos em exposição e de uma estampa de camiseta na Chico Rei, é responsável pela arte do primeiro disco da Banda Híbrida . A outra contribuição juizforana é do poeta Mirabel Luiz Fernando Priamo, que ano passado lançou o livro Involuntário (o qual vamos tentar arrumar um exemplar pra sortear aqui) , é um dos organizadores do Eco, e fanzineiro como nós – responsável pelas seis velocidades do Quadro V.

A abertura da revista ficou por conta de dois poemas de outro mineiro: Iago Passos. “Cuidado” , um aviso para os leitores e “À la Mario Quintana”, que os convida para acompanhar o trajeto da folha (em seus múltiplos sentidos).  O Quadro III é do poeta Angelo Colesel, que retoma o lirismo de forma lúdica, acompanhando a trajetória errante de um soldado. Em “Baile”, Léo Tavares punge um pessimismo que desfecha num dos melhores versos da revista, contrapondo com o Quadro V, de Katherine Funke, grávida de palavras, lê para seu bebê as notícias do mundo.

É de Cesar Cruz o conto que molda o corpo da nossa folha A4. Com ares fonsequianos, “A Cliente” narra, em primeira pessoa, a história de um pai de família que vai “atender” uma cliente. Simples, não? Claro que não. O que menos se pode esperar de uma edição da Um Conto é a obviedade.

Certa vez, um leitor nos disse uma frase clássica: “cada leitura é uma aventura”. Apesar do clichê aqui (depois de termos nos referido à não obviedade), acredito que esta seja a melhor sugestão: aventure-se, sem medo, no sentido de:  “Arriscar-se, expor-se à boa ou má sorte”. Caso a leitura não tenha valido à pena, você ainda terá uma folha A4 – aí, outra sugestão: faça um aviãozinho (saiba como aqui) e o jogue pela janela.

Abraços a todos e até o mês que vem.

Equipe Um Conto