Indicação de livros #12: colaboradores de Setembro

1. Julia Portella indica “Bonsai”, de Alejandro Zambra: “(…) é uma história de amor, ou… Não.  São histórias de amor – mas também histórias de desencontros, de acasos que determinam o final que já se conta no começo- : “no fim ela morre e ele fica sozinho, o resto é literatura”. Na verdade é a história de alguém que quer muito um bonsai “E faz. Faz um Bonsai.”

2. Vanessa Carvalho indica “Coração Apertado”, de Marie NDiaye: “Um livro que me tirou o sono nos últimos tempos (…). É um romance que causa muito estranhamento, umas imprecisões que tiram o conforto do leitor, que não sabe muito bem por onde caminha. Bem, a autora mesmo disse que gostaria de fazer uma literatura meio David Lynch. E é também um livro que fala de ódio, desse ódio gratuito típico do nosso tempo.”

3. Claudio Rosa indica “Budapeste”, de Chico Buarque: “(…) é cativante desde o seu início, pelas escolhas feitas em cada página, em cada palavra e, sobretudo, por nos transportar para as ruas de Budapeste nos fazendo quase sentir o cheiro do lugar. Como em boa parte de suas músicas, Chico Buarque consegue nos transportar para dentro de sua obra.”

4. Carina Carvalho indica “Memória de Elefante”, de António Lobo Antunes: “Um psiquiatra, agora separado da mulher e das filhas, que recorda seus fracassos pessoais e as angústias por que passou na guerra. Para além de um resumo do enredo, destaco a capacidade que essas memórias têm de envolver o leitor. Não só passei a acompanhar a trajetória mental do protagonista, como fui alcançada pelos sentidos que permeavam cada lembrança; sua compreensão acerca da existência vem em doses amargas, resultado de quem bem enxerga a si e aos outros e analisa um bocado (a ironia da profissão diante do sofrimento…). Esta obra foi o primeiro romance publicado do Lobo, e o primeiro que li de sua autoria, também. Há o trecho em que uma personagem pergunta “nunca mais tem fim essa descida?”. Respondo eu: não tem.
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5. Diego Rezende indica “Delírio”, de Laura Restrepo: “(…) um transtorno teatralizado por palavras e vírgulas suspirantes.”
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6. Pedro Fonseca indica “Santa Maria Do Circo”, de David Toscana: “uma alegoria do mundo e da condição humana”, história de uma trupe de circo que, ao romper com seu chefe e perceber-se falida e pouco talentosa, decide fundar uma sociedade em pleno deserto mexicano, onde todos serão tratados como cidadãos comuns numa perigosa hierarquia criada por eles mesmos.
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7. Jesse Marlon indica “Ícaro Redimido”, de Gilson Freire: “Nos leva a voar, mas conscientes da importância das asas, mas também da aterrissagem e da decolagem. Voar é ter certeza de que sair do chão é a melhor opção.”

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