Escoliose #6 – uma coluna [ou não]

HOJE NÃO TEM COLUNA

nem subtítulo explicativo

por Danilo Lovisi?

É. Hoje não tem coluna. Isso que você lê não é – e não será – minha coluna das (segundas) sextas-feira do mês aqui no blog. E eu não falarei de todos os temas que me vieram à mente para (não) escrever esse texto.

1. O que os escritores ouvem no momento da escrita? Sei que Clarice Lispector ouvia Chopin. Ou era Cecília Meireles. Ou Hild Hilst. Não sei: e não importa, não falarei disso, porque hoje não tem coluna.

2. Tive também a ideia de contar algumas histórias que vivi (vivemos, como equipe) durante esses dez meses de Um Conto. Como quando fomos ao Festival Literário de Cataguases, em novembro passado, sem saber o que nos esperava e, quando vimos, na manhã do segundo dia, estávamos fazendo um roteiro turístico (de um quarteirão) com a escritora Ana Paula Maia – moça divertida, de humor ácido, diferente do que imaginávamos devido aos seus livros (que não lemos) marcados por uma violência brutal – e, na noite do mesmo dia, fomos comer um hambúrguer barato nessas lanchonetes de família, que têm sempre as melhores maioneses caseiras (com os maiores índices de contaminação, o que não importa, pois não falarei disso). E teve também a história (isso no primeiro dia do Festival)  do convite que o escritor Ondjaki nos fez (depois de umas cachacinhas) de passarmos no hotel dele – mais especificamente na piscina do hotel – às 4:22 da manhã. Sim! E com aquele sotaque portenho: “ixatament às cuatravintdoish!” – E não contarei, também, de quando fomos buscar o Nicolas Behr no aeroporto (não pela Um Conto, mas ela já existia na época e eu e Otávio estávamos no carro) e descobrimos, ao chegar no terminal, que o voo dele não pousaria ali, mas numa outra cidade (próxima, ainda bem) em poucos minutos. “Corre! Corre!” gritou o senhor que varria o átrio vazio. A história é boa, mas não continuarei. Posso apenas dizer que ele chegou bem.

3. Pensei também em falar sobre a arte da pescoçagem literária, inspirado no divertido texto que Vanessa Barbara publicou recentemente aqui. A ideia era sair pela cidade (a minha, Juiz de Fora) e fotografar algumas pessoas lendo, mas não encontrei ninguém, e você não verá as fotos clicando aqui, aqui e nem aqui.

Bem, foram essas as ideias que eu tive para escrever essa coluna de hoje, que não existe, e que não está terminando. Você (que chegou até aqui) provavelmente não gostou, e vou entender se não receber nenhum comentário, nenhum like, nenhum RT. Afinal, nada disso existe. Ou sim. Não sei. E não falarei disso hoje. Porque hoje, hoje não tem coluna.

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9 comentários em “Escoliose #6 – uma coluna [ou não]

  1. – Curtir (desfazer) 1 –

    Adorei a coluna que não teve hoje!
    (Se perguntarem, esse comentário não foi escrito.)

    Um abraço.

  2. Roberto disse:

    Ótimas imagens de pessoas lendo. Valeu o dia! Acho que criar do mesmo jeito um álbum de fotografia.

  3. Olha, acho que não devia ter coluna sempre! Muito bom isso de não ter coluna.
    Muito bom, Danilo! ]

    Quero dizer que me sinto co-participativa no não recebimento do Nicholas Behr, aliás. Que correria não foi aquele dia, os 3 dias anteriores e os 3 MESES anteriores, não?

  4. nelson disse:

    Bom…é a primeira vez que entro aqui…e não encontro nada…vim em busca de um poema da minha amiga Letícia Simões….mas ainda não encontrei. Bem, pelo visto, ou pelo não visto, já que a casa está sem coluna, terei de continuar minha busca, talvez, em algum subsolo (será que agora é assim que se escreve?). Espero não ser respondido. Letíiiiiiiiiiiciaaaaaaaaaaaaaa

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