Indicações Literárias #9: colaboradores de Junho.

Alan Villela indica “Por Parte de Pai, de Bartolomeu Campos Queirós: “Descobri o livro em dezembro de 2004 quando fui fazer uma prova no CEFET de minha cidade natal, Leopoldina. Minha mãe me incentivou, desde pequeno, à leitura. Sempre tive uma encanto maior com literatura em forma de diários ou de cartas, bem simples, despretensiosos, sem muitas palavras diferentes, uma leitura mais pessoal, aquela que a gente escreve só pra gente. O que me fascina em ‘Por Parte de Pai‘ é a tristeza, simples e bonita, que percorre todo o livro, no cotidiano do interior de minas, essa terra catita que nasci.”

Letícia Simões está “lendo/relendo/trilendo” e indica “Todas as Palavras“, poesia reunida de Manoel António Pina: “A poesia de Pina (vencedor do Prêmio Camões de 2011 – ou seja, ele é o pré-Dalton!) é lambida de simplicidade e bom-humor. Mas um humor ácido – como, aliás, é o humor português. Pina é fascinante: “ainda não é o fim nem o princípio do mundo / calma / é apenas um pouco tarde”. É um trampolim: a cada vez que se lê, um novo salto, um novo sentido. E tudo ao começo, no fim.”

Fabio Ramos indica “Cartas a um jovem poeta“, de Rilke: “Nesse livro, temos a correspondência trocada entre Rilke e Franz Kappus (o jovem poeta mencionado no título). Kappus pedia conselhos ao já famoso poeta sobre seus versos. Rilke foi de uma generosidade extrema: além de responder aos questionamentos do rapaz, ele expôs sua visão de mundo sobre os mais diversos assuntos, entre os quais: solidão, Deus, relacionamentos, a poesia, o ato de escrever… Cartas a um Jovem Poeta é uma obra básica para os amantes da literatura.”

Larissa Andrioli indica “Sputnik, sweetheart, do Haruki Murakami: “Desde que li After dark fiquei fascinada pela escrita do Murakami. Sua narrativa tem uma potência absurda, que acaba conquistando o leitor não só pela qualidade das construções imagéticas que faz, mas também por ser uma escrita boa de se ler. A história de Sputnik, sweetheart é atraente e nos mantém presos até o fim. Murakami deve ser lido, e ponto final.”

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Marcus Groza indica “O Ânus Solar” de George Bataille: “O que me interessa nas reflexões e narrativas de Bataille é o sentido de um sagrado da transgressão, é a seta apontada para a atualização de uma experiência da latrina. E tem a ver com a economia não-utilitária de um excesso, de um transbordamento que foge à lógica funcional. Bataille é sobrinho de Blake que, em Provérbios do Inverno, escreve que “O caminho dos excessos leva ao palácio da sabedoria.”

Anna Apolinário indica “Ariel” de Sylvia Plath: “A poesia de Sylvia sempre me deixou maravilhada e ao mesmo tempo aterrorizada, pois seus versos são carregados de uma beleza torpe que encanta,e ao mesmo tempo assusta, pela força, pelo mistério, pelas imagens evocadas. Em Ariel, estão compilados seus mais belos e pungentes versos, Sylvia representa uma das vozes poéticas mais aflitas e poderosas no cenário literário até os dias de hoje, seus escritos exalam a força feminina, o sofrimento sublimado na forma do belo, são delírios lapidados, gritos rasgados de amor, febres líricas alucinógenas.”

 Paula Duarte indica “Noites Tropicais“, de Nelson Motta: “A sociedade quer uma monografia, eu quero noites tropicais. A leitura flui. Livro de música, história e Brasil. Para mim, que o gosto musical parou na década de 1970, ou para muitos que é construído socialmente pela musica popular brasileira.”

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