Editorial #7

“Há coisas que nunca se poderão explicar por palavras”, já dizia Saramago. Uma dessas coisas, sem dúvida, é ter nas mãos uma edição pronta da revista Um Conto. Principalmente a edição desse mês. Depois de duas semanas insones, lendo, lendo, lendo, poemas, contos, coisas de todos os lugares do Brasil, colocando marcadores de “possíveis”, “recusados”, entrando em desespero que os dias estavam se passando, correndo sábados e domingos atrás de cafés, clubes do livro, possíveis lugares para se fazer uma reunião e terminando o fim de semana num canto escondido num fundo de uma padaria. Vagando horas a fio na internet em blogs e filckrs, eis que conseguimos lhes entregar na data combinada mais uma edição desse humilde zine.  Ter entre os dedos essa simples folha A4 dobrada (e linda) é uma grande e maravilhosa sensação de dever cumprido!

Pra começar, temos nessa edição a volta de Laura Assis. Figurou como poeta na Um Conto #2 e agora temos a honra de tê-la de corpo todo com o conto “Ímpar”. Acho desnecessário qualquer tipo de apresentação (da autora e do conto), pois só de vermos seu nome na nossa caixa de e-mails, já sabíamos que teríamos material possível para a edição (é só dar uma olhada no magnífico Página 29). Dando continuidade aos parceiros Eco Poético, temos o orgulho de contar com a participação (depois de um puxão de orelha, que valeu à pena) do também juiz-forano Anderson Pires, que nos enviou o inédito “Amplitude”. Fechando as participações locais, temos os traços sutis, que ilustram a capa e o Quadro II, de Anna Carolina Mancini. Anna veio até nós como um presente, no momento em que pensávamos que teríamos que fechar a edição sem nenhum desenho, fomos apresentados à essa artista genial.

O Quadro I, merecidamente intitulado em caps, esteve guardado nos nossos arquivos desde o fim do ano passado. É de Helio Sena o poema que tem Trevisan nos versos, e nossa a pergunta: “Por que  ‘UM VAMPIRO EM APUROS’ ficou escondido por tanto tempo?”.  O Quadro III, assinado por Alam Arezi, foi o primeiro a ser fechado.  “Bom partir” chegou na redação e já emplacou um lugar, com seus versos confessionais e anfíbios, grudou na nossa cabeça até dizermos “Hora./Hoje.” e ganhou seu espaço.  Os dois quadros finais foram preenchidos pelos poetas convidados Lidiane Lobo e Adriano Scandolara, que responderam prontamente (e à tempo) nossos e-mails. Depois de buscas intensas por blogs e sites parceiros, nos deparamos com esses dois poetas e decidimos que de alguma forma suas produções figurariam na revista. E eis aí “intervalo” e “em março”, de Lobo e “Fogo de artifício”, de Scandorola, mostrando que objetivos estão para serem alcançados.

Então é isso, pessoal. Depois de vinte dias de trabalho árduo, aí está a edição desse mês. Creio que depois de toda essa descrição vai dar muito mais gosto ler a revista. Mais uma vez obrigado a todos que enviaram suas contribuições e os que sempre estão nos apoiando.Os leitores interessados, nos procurem na Faculdade de Letras da UFJF ou nos mandem e-mails, para que possamos enviar-lhes o exemplar. Ah, não se esqueçam que pra nós o mês está só começando. Depois dessas movimentações internas, é hora de sorteios, resenhas e retornos múltiplos. Enfim, nos vemos por aqui.

Equipe Um Conto.

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4 comentários em “Editorial #7

  1. daisy aguinaga disse:

    Parabéns, sucesso e vida longa!

  2. Lidi Lobo disse:

    Estou curtindo muito participar!

  3. Hélio Sena disse:

    Selecionado? Oba! Estou feliz demais!

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