Editorial #6

Março de 2012: início de período e volta da nossa banquinha na Faculdade de Letras. Agora ficou mais fácil de você conseguir sua edição da Um Conto, e esse mês ela tá mais que especial. Apesar de não termos parado em nenhum momento, é como se estivéssemos voltando de férias agora. Mais uma vez, colaborações de todos os cantos do país encheram nossa caixa de e-mails e tivemos que passar tardes inteiras lendo e selecionando materiais compatíveis com a edição do mês.

Juiz de Fora está duplamente (bem) representada neste sexto número da revista. Pra começar, temos a capa e o Quadro II assinados pelo artista plástico Luiz Gonzaga, que, além de trabalhos em exposição e de uma estampa de camiseta na Chico Rei, é responsável pela arte do primeiro disco da Banda Híbrida . A outra contribuição juizforana é do poeta Mirabel Luiz Fernando Priamo, que ano passado lançou o livro Involuntário (o qual vamos tentar arrumar um exemplar pra sortear aqui) , é um dos organizadores do Eco, e fanzineiro como nós – responsável pelas seis velocidades do Quadro V.

A abertura da revista ficou por conta de dois poemas de outro mineiro: Iago Passos. “Cuidado” , um aviso para os leitores e “À la Mario Quintana”, que os convida para acompanhar o trajeto da folha (em seus múltiplos sentidos).  O Quadro III é do poeta Angelo Colesel, que retoma o lirismo de forma lúdica, acompanhando a trajetória errante de um soldado. Em “Baile”, Léo Tavares punge um pessimismo que desfecha num dos melhores versos da revista, contrapondo com o Quadro V, de Katherine Funke, grávida de palavras, lê para seu bebê as notícias do mundo.

É de Cesar Cruz o conto que molda o corpo da nossa folha A4. Com ares fonsequianos, “A Cliente” narra, em primeira pessoa, a história de um pai de família que vai “atender” uma cliente. Simples, não? Claro que não. O que menos se pode esperar de uma edição da Um Conto é a obviedade.

Certa vez, um leitor nos disse uma frase clássica: “cada leitura é uma aventura”. Apesar do clichê aqui (depois de termos nos referido à não obviedade), acredito que esta seja a melhor sugestão: aventure-se, sem medo, no sentido de:  “Arriscar-se, expor-se à boa ou má sorte”. Caso a leitura não tenha valido à pena, você ainda terá uma folha A4 – aí, outra sugestão: faça um aviãozinho (saiba como aqui) e o jogue pela janela.

Abraços a todos e até o mês que vem.

Equipe Um Conto

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Um comentário em “Editorial #6

  1. Cesar Cruz disse:

    Amigos, recebi os exemplares que a mim foram gentilmente enviados! Obrigado pelo prestígio, pela divulgação do meu trabalho e parabéns pela iniciativa!

    abço paulistas
    Cesar Cruz

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