Uma edição. Um colaborador. Um livro.

Aí estão os livros indicados pelos colaboradores do mês de Fevereiro. Dessa vez temos desde Dostoiévskicom Notas do Subsolo, passando por Bukowski, Henry Thoreau, Federico Garcia Lorca – com nada mais nada menos que sua obra poética completa – até João Ubaldo Ribeiro, com Viva o Povo Brasileiro e a clássica Agatha Christie. Como de praxe, fizemos uma pesquisa no Estante Virtual procurando os menores melhores preços. Gostou de algum? É só clicar e comprar. Boa leitura!

  • Diogo Almeida indica São Manuel Bueno, Mártir, de Miguel de Unamuno. “Li este livro ainda adolescente, em edição de bolso da LP&M, e nunca mais esqueci. Trata-se de um testemunho genial e sensível sobre a fé e como ela pode tomar rumos inesperados.”

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  • Marcel Fernandes está lendo e indica Notas do Subsolo, de Dostoiévski: “Gosto especialmente da forma como o autor se apresenta sem medos. Se revelando um homem mau, rancoroso, solitário e por vezes repugnante. Suas lembranças nos fazem desconfiar das nossas, suas teses questionam os lugares comuns e nos lançam num mar de incertezas e paradoxos.”

  • Fábio Lopes indica Ao Sul de Lugar Nenhum – Historias da vida subterrânea, de Charles Bukowski. “É uma coletânea de vários contos do Bukowski, e como sempre, fala de sexo, bebedeiras, mulheres e a luta por sobrevivência numa sociedade injusta e desigual. Eu me interesso muito por contracultura e Bukowski escreve de uma forma simples, direta e engraçada. Ótimo livro. Bukowski é foda!”

  • Randolfo S. Jr. indica Walden – ou a vida nos bosques, de Henry David Thoreau. “Um relato poético e autobiográfico sobre a busca dos aspectos fundamentais da vida por meio do despojamento e da proximidade com a natureza. Uma critica a sociedade de consumo que impõe necessidades e afasta as pessoas de seus motivos essenciais.”
  • .Karline Batista indica a Obra poética completa de Federico García Lorca. “Com este livro iniciei minha jornada em busca do Pois, conhecer o legado lorquiano é viver uma experiência sui generis. Com uma linguagem simples, metafórica, rítmica e vivaz, somos reportados ora para a Granada poética, ora para o âmago do autor, que segundo ele, ‘Deixaria neste livro/ toda a minha alma./ Este livro que viu/ as paisagens comigo/ e viveu horas santas.'”ícones poéticos da literatura espanhola.  .
  • Diegho Salles indica Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro. “É um livro que revela a alma brasileira – tão única e tão plural quanto ela só. Aponta o nosso compromisso para com nós mesmos enquanto povo diante da história e da busca por liberdade. Viva o Povo Brasileiro é um brado político-cultural da nossa literatura.”

  • Thamires Lourenço indica Assassinato no Expresso do Oriente, de Agatha Christie. “Eu o li pela primeira vez com onze anos. Considerado um dos melhores thrillers policiais da história, é protagonizado pelo ilustre detetive belga Hercule Poirot e ambientado num dos mais famosos trens da Europa. O plano era perfeito, entretanto, foi arruinado devido ao rigoroso inverno iugoslavo: a janela do morto é deixada aberta, para dar a impressão de que o assassino entrou furtivamente numa das estações durante a madrugada e se foi. Entretanto, pouco após o crime, o trem para por não conseguir atravessar a nevasca, e Poirot, tendo como suspeitos apenas os ocupantes do carro Calais-Istambul do Expresso do Oriente, os investiga minuciosamente, e desvenda aquele que é provavelmente o mais incrível crime arquitetado pela mente da Rainha do Crime.”

Um Conto – Edição de Fevereiro

Algumas informações sobre a edição #5 já foram apresentadas no editorial, agora é a hora de vocês conhecerem mais de perto os colaboradores do mês de Fevereiro. Os atentos irão perceber que Diogo Almeida, autor do conto da vez, não aparece abaixo. Acontece que ele ainda não nos enviou suas informações, mas assim que recebermos, este post ficará completo com os sete responsáveis pela quinta edição da Um Conto – Revista de Literatura. 

DIOGO ALMEIDA (conto)

Diogo Almeida nasceu em Natal-RN. Formou-se em Jornalismo no Recife, pela Universidade Federal de Pernambuco. Após flertar com o cinema, foi aprovado no concurso do Instituto Rio Branco, tornando-se diplomata em 2006, vindo a residir em Brasília, Teerã e Lisboa, onde atualmente reside. Planeja lançar seu primeiro livro de contos em breve.

RANDOLFO S. JR. (poema)

Randolfo nasceu na cidade de Uberaba-MG em 1975. Nos últimos anos tem publicado seus poemas e micronarrativas em coletâneas e revistas literárias. Posta seus escritos no Poetas Livres . É psicólogo e autor de Exposição de Motivos (Selo Vale em Poesia/Editora Multifoco, 2011).

MARCEL FERNANDES (poema)

Marcel Fernandes, natural da charmosa Antonina, litoral do Paraná, é graduado em Administração com Habilitação em Gestão Portuária. Artista visual, escreve poemas desde 2009. Como artista visual fez oito individuais e participou de dezenas de mostras coletivas no Brasil e Exterior. Como poeta foi selecionado para duas edições do Servir com Arte, no Estado do Paraná, sendo premiado em 2011. Colabora com o Jornal de Poesia Plástico Bolha e integra o Grupo de Estudos da Imagem Vão dos Olhos. Seu processo de criação é constante e tão importante quanto a obra final. Sua linguagem busca desenvolver uma estética capaz de traduzir suas impressões sobre o mundo contemporâneo. Atualmente está editando seu primeiro livro, com a colaboração de Felipe Wircker. Escreve no  atofração fatoimagemnarrativa.

KARLINE BATISTA (poema)

Karline Batista é cearense da bela e histórica cidade de Aracati. Graduanda em Letras pela Universidade Federal do Ceará é apaixonada por livros desde a infância, compondo suas primeiras poesias já nesta época. Em 2011, conquista a 2ª colocação no I Prêmio Alt Fest! de Poesia, em Olinda (Pe), com a erudita poesia “ O Decreto de Atempus e a Civilização Uróboro”. Em 2012 o “Canto Jaguaribano”, poema que homenageia sua terra natal, é selecionado para a edição de janeiro do projeto “Um poema em cada árvore” em Governador Valadares (MG) e ainda neste ano será lançado em antologia o poema vencedor do Prêmio Alt Fest!. Para conhecer mais sobre o seu trabalho acesse http://anancara.blogspot.com.

THAMIRES LOURENÇO (poema)

Thamires nasceu em 13 de julho de 1994 em Araçatuba, interior de São Paulo, onde ainda reside. Fã de romances policiais, tem como hobby, além da leitura e escrita, a fotografia. E autora do blog Le Volée e do poema Cavaleiro, premiado em 2011 no Concurso de Poesias Osmair Zanardi.

DIEGHO SALLES (poema)

Diegho quer ser poeta para ser amado através das palavras que escolhe escrever, porque se trai muito pelas que diz mesmo sem querer. Quer ser filósofo para estar mais próximo da razão ainda que dela muito duvide. Quer ser músico pela libertação de talvez sentir-se menos ateu. Quer acreditar nos olhos das pessoas, apesar de mentirem em muitas cores. Quer tudo, principalmente o Nada.  Expõe alguns de seus escritos no Entresaber-nos. Colaborou na Um Conto do mês de outubro de 2011.

FABIO LOPES (desenho)

Fabio é um cara sonhador, brincalhão, adora sair a noite. No momento está concluindo sua graduação em Artes Visuais. Pretende ser professor de Artes, mas seu sonho de verdade é ser Artista Plástico e poder mostrar sua arte para todos. Na sua opinião,  Arte não é para ficar engavetada, é para ser mostrada a todos.

Até a próxima! Não se esqueçam de nos acompanhar no twitter e facebook.

Editorial #5

Acaba de sair do forno mais uma edição da “Um Conto”. Nesse mês resolvemos dar uma pequena repaginada na revista. Você poderá encontrar nossa quinta edição com a capa clássica ou, se preferir, pode optar pela capa do mês, com uma ilustração assinada pelo artista plástico Fabio Lopes – que também é o responsável pela homenagem às putas da Rua Augusta no Quadro II.

Desde o fim de janeiro até hoje viemos recebendo inúmeros e-mails de possíveis colaboradores, graças às parcerias que estamos fazendo com outros blogs de literatura, principalmente com o Concursos Literários. Isso significa que tivemos um trabalho enorme para entregar a vocês o que está havendo de melhor na literatura brasileira contemporânea independente. E nessa saga nos deparamos com produções de todo o Brasil, como a delicada poesia da cearense Karline Batista, que preenche o Quadro IV com “Gaudí”. Temos também a singela poesia, com uma pitada de carnaval (afinal é época), da jovem paulista Thamires Lourenço, no Quadro V.

A abertura da revista ficou por conta da “Miopia” de Randolfo Júnior, poeta já publicado pela Editora Multifoco. No Quadro III, com muito esforço (e alguns descontentamentos) conseguimos escolher um poema do paranaense Marcel Fernandes (e como foi difícil decidir, afinal eram todos ótimos). Por fim, temos a presença de alguém já conhecido por  aqui. O Quadro VI marca o retorno de Diegho Salles à nossa revista – figura juizforana, participou da nossa primeira edição, e agora volta com “Parecer Fenomenológico Existencialista”. O miolo ficou por conta do surpreendente (quiçá emocionante) “Eu ando só”, de Diogo Almeida, pequeno conto com uma grande densidade psicológica.

Agradecemos a todos que participaram, estando na edição ou não. A revista desse mês já está nas ruas, nas esquinas (prostituindo literatura). Os que desesperadamente precisam da dose literária e não conseguirem encontrar um vendedor, entrem em contato conosco pelo e-mail revistaumconto@gmail.com, que lhes enviamos um exemplar pelo correio. No mais, é carnaval – serpenteie, confete, colombine e pierrote-se.

Saudações e até o próximo número.

UMA FOLHA. UMA IDEIA. UM CONTO. ALGUMA LITERATURA.

 

Conheça a Revista Macondo

A Revista Macondo, assim como a Um Conto, é uma revista independente, que seleciona materiais artísticos dos mais variados gêneros, como contos, poesias, ensaios, fotografias etc. Teve sua primeira edição lançada virtualmente em fevereiro de 2011, desde então a iniciativa só vem crescendo, ganhando cada vez mais adeptos e colaboradores. Com lançamentos trimestrais, chegou a sua quarta edição, nesta comemorando o aniversário de um ano de propagação da literatura e da cultura em geral.

A Revista Macondo #4 traz, além das obras nas categorias usuais, uma entrevista com Menalton Braff, duas novas seções (Crônica e Artigo) e produções literárias de Danilo Lovisi e Otávio Campos, editores da Um Conto. Clicando na imagem abaixo você poderá ler a revista virtualmente, ou, se preferir, baixe-a clicando aqui.

Uma edição. Um colaborador. Um livro

Aproveite o tempo livre das férias e acrescente mais alguns desses livros à sua lista. Todos foram indicados pelos nossos colaboradores de Janeiro. E, caso tenha gostado de algum, é só clicar nos títulos que o link irá direcioná-lo ao melhor preço no Estante Virtual.

  • Tassiana Frank indica Jogo da Amarelinha, de Júlio Cortázar. “Esse é com certeza o melhor livro que eu li no ano passado. Cortázar consegue brincar com a nossa imaginação criando um labirinto de infitas interpretações sem um unico fim.”
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  • Rubens da Cunha indica Estar Sendo. Ter Sido, de Hilda Hilst. “O livro que estudei na minha tese de mestrado. O último livro de Hilda Hilst, aquele que confirmou completamente a minha paixão por essa escritora. Quanto ao livro, trata-se de uma espécie de acerto de contas, ou de resumo, da obra de Hilda. Todos os elementos que compuseram a sua obra estão presentes nesse livro: a poesia, o erotismo, a obscenidade, o grotesco, o choque entre o profano e o sagrado.”
  • Sérgio Bernardo está lendo e indica A Duração do Dia, de Adélia Prado. “[estou lendo] em doses homeopáticas, como faço com todo livro de poesia. Apesar de premiado pela Biblioteca Nacional como o melhor no gênero em 2010, não estou achando o conjunto de poemas mais feliz da autora. Mas tem belezas como essa: ‘Tenho natureza triste, comi sal de lágrimas no leite de minha mãe’.”
  • George Vallestero está lendo e indica A Teus Pés da poetisa brasileira Ana Cristina Cesar. “É o último livro de Ana, e único publicado por uma editora. Reúne os três livros anteriores de edição independente: Luvas de Pelica, Correspondência Completa e Cenas de Abril. Retrata com dor e elegância as vivências urbanas e as impressões cotidianas de uma poeta ao mesmo tempo densa e delicada.”
  • Cláudio Rosa indica Espelhos e Fumaças de Neil Gaiman (Deuses AmericanosLugar Nenhum, Coraline e do cultuado quadrinho Sandman). “Livro de contos de fantasia onde Gaiman mostra todo o seu domínio em contos que parecem sair de uma uma conversa que podemos ter com qualquer amigo ou com desconhecidos que encontramos a qualquer momento e ambientados nas mais tradicionais estórias conhecidas do Reino Unido.”
  • Marco Paulo indica Frankenstein, de Mary Shelley. “Um clássico que nunca vai morrer. Como não criar uma simpátia por um ser que, embora horrível, só quer ser considerado normal e aceito pelas pessoas?”.